Pacientes Especiais: Como Atender?
O fato é que a maioria dos dentistas não tem o preparo necessário para atender os pacientes especiais. E eu me incluo nessa maioria. Tanto que isso é verdade, que até existe a especialização em atendimento a pacientes especiais. Nunca tive uma disciplina na graduação ou na especialização que abordasse o assunto. Mas, afirmo que temos que nos preparar.
Por exemplo, enfrentamos uma enorme dificuldade no atendimento de pacientes surdos-mudos. São poucos os profissionais que sabem a linguagem de libras. Quando os pacientes estão acompanhados, ignoramos o paciente e falamos e conversamos com a sua companhia, como se esse paciente, com deficiência auditiva, fosse um completo incapaz. Então, como orientar e atender pacientes autistas, com paralisia cerebral ou com Alzheimer?
Lembro que um dos primeiros pacientes que tive foi uma prima com paralisia cerebral. Confesso que tive um pouco de medo, não sabia como agir e o que fazer. Ainda mas que a mãe dela era uma fera... coitado de quem olhasse torto pra menina! Surpreendentemente, foi uma paciente bem melhor que os ditos ‘normais’. Fiz o tratamento com tranquilidade e sem um pingo de trabalho. Então, na verdade o que há é muito preconceito da nossa parte.
Surfando, ao sabor das ondas da web, cheguei ao blog da Dra. Adriana Zink. Ela é especialista em pacientes com necessidades especiais e dedicada ao estudo e condicionamento do paciente autista ao tratamento. O blog tem posts informativos, que vale a pena fazer uma visita.
A estrutura física dos consultórios também não ajuda. Alguns com muitas escadas, outros pequenos demais. No prédio onde a minha clínica esta instalada, estamos sofrendo com a obra do elevador, e logo vai começar a etapa da construção da rampa de acesso. Mas, essas obras irão ajudar na acessibilidade dos pacientes, e isso que é importante!
Qual a sua opinião sobre esse assunto? Como podemos melhorar o nosso atendimento aos pacientes especiais?

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5 comentários:
Ótimo post ... falou muitas verdades.
Muito interessante discutir esse assunto! Já atendi 2 pacientes portadores de necessidade especial e ainda estou na faculdade, imagino depois no decorrer da profissão quantos ainda irei atender. Tenho vontade de me especializar na área, não só por me interessar, mas também porque há pouquissimos profissionais com essa especialização no lugar onde moro.
Por sorte, tenho uma boa noção de Libras, mas com relação a todo o resto que envolve esse assunto, as faculdades realmente precisam melhorar nesse aspecto..
excelente iniciativa!
não apenas as faculdades e os profissionais devem melhorar nisso: toda a sociedade deve refletir e se adaptar à existência de pessoas diferentes, com capacidade diferentes. Somos treinadas para lidar apenas com o "ordinário" e ficamos sem saber o que fazer diante de diferenças.
Abraços...
Me emocionei agora, lendo este post. Meu pai tem Alzheimer, e ele é dentista (ou odontólogo, como preferem alguns), e qdo clinicava, coisa de 54/55 anos atrás, ele já atendia estes pacientes ditos especiais. Era o único da região que tinha "coragem" para este tipo de atendimento. Ele nos contava os casos (sem falar nomes, naturalmente). E sempre notávamos nele o carinho com que tratava estas pessoas. Reputo a ele um tanto do respeito que todos lá de casa temos com as pessoas portadoras de necessidades especiais. Ele conseguia coisas incríveis, mesmo sem uma especialização formal. Acho que o mais importante é o carinho e o respeito, sabe? Desculpe-me, por favor, pois o meu comentário está mais prum desabafo/homenagem, né? Mas já que se trata de um blog de um dentista, aproveitei...Betpin.
Puxa vida!
Os comentários já valeram pelo post!
Obrigados a todos!
: )
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