ALGUMAS VERDADES SOBRE O ARCO DE CURVA REVERSA — LEIA AGORA.

I – ARCOS DE CURVA REVERSA SE SECÇÃO RETANGULAR, SEM TORQUE

Quando a um arco reta de secção retangular dá-se-lhe a forma de curva reversa, na zona anterior adquire um torque lingual de raiz. Esse torque expressa-se ao longo de todo o arco afetando a informação da aparatologia em toda a arcada.

No setor anterior, devido aos cantos da secção retangular, provoca um torque lingual de raiz, que leva os ápices dos incisivos a contactar com a cortical lingual e, ancorando-se nela, pró-inclina-se de forma significativa.

Nos setores laterais, expressa-se também um torque positivo que se produz como consequência da instalação na arcada do arco de curva reversa.

No setor posterior, esse arco não terá nenhum torque,ao ser construído. Porém sofrem o efeito do torque positivo. Por essa razão, no setor posterior, os efeitos de inclinação e perda da ancoragem resultam na extrusão dos setores laterais.

DADOS OS EFEITOS ADVERSOS NÃO ACONSELHAMOS O USO DESSES ARCOS.

CURVA REVERSA construída a partir de um arco reto. Ao dar-lhe uma altura de curva de 5 mm na sua parte mais alta, obtém-se um torque positivo, na região anterior, de aproximadamente de 15º

II – ARCOS DE CURVA REVERSA DE SECÇÃO RETANGULAR,COM TORQUE:

Se antes da construção da curva reversa se prepara o arco de de aço com um torque vestibular de raiz. Assim, ao fazer a curva, o setor anterior ficará plano, quer dizer, sem torque.

Ao posicionar o arco na boca, esse torque de 0° irá se manifestar como torque vestibular de raiz, colocando os ápices na medular no segmento anterior e em contra da cortical vestibular no segmento posterior. Esse efeito provoca, nos setores laterais, aumento do torque negativo no nível de pré-molares e molares, aumentando a ancoragem desses dentes que se opõem à tendência à extrusão, que impõe a forma do arco.

Ao ser anulada a força de extrusão pelo aumento da ancoragem do setor posterior, potencializa-se o efeito no setor anterior e consegue-se a intrusão dos incisivos.

Indica-se em pacientes braqui ou mesofaciais nos quais deseja uma intrusão do grupo anterior, sem pró-inclinação, conservando-se ancoragem posterior.

ARCO DE CURVA REVERSA RETANGULAR,com preparo de torque. Inicialmente, deve-se preparar o arco com um torque negativo em toda a sua extensão. Ao curvar o arco, anula-se esse torque no setor posterior, resultando 0º. No setor posterior, permanece o torque negativo.

III – ARCOS DE CURVA REVERSA DE SECÇÃO REDONDA:
A. A força de intrusão na área de incisivo produz uma inclinação desses dentes para vestibular, sem controle radicular, pró-inclinação.
B. No setor lateral, produz uma força de extrusão, cuja magnitude dependerá do tipo de musculatura do paciente. Produz endireitamento das raízes dos pré-molares, perda de torque e, como resultado disso, a aparição de contatos prematuros e perda de ancoragem nessa área.
C. Na área de molares, manifesta-se inclinando a coroa dos molares para distal e as raízes, para mesial. Igualmente como nos pré-molares, geram-se ‘endireitamento’, expansão, perda de torque e de ancoragem.
D. Esse tipo de arco indica-se em padrões branquifaciais nos quais se deseja a pró-inclinação dos incisivos, sem perda de ancoragem.

FONTE: O TRATAMENTO ORTODÔNTICO COM ARCO RETO – JORGE GREGORET – TOTA LIVRARIA E EDITORA

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