2ª Opinião: O Correto conceito dos ‘Implantes sem cortes’ – by: Anelisa Bason

A Coluna 2ª opinião tem o grande prazer de publicar um excelente e esclarecedor texto elaborado pela Dra. Anelisa Bason Rodrigues. 
No seu texto, Dra. Anelisa nos apresenta o correto conceito de uma ‘Cirurgia Guiada’. Pois, o conceito dessa modalidade de cirurgia, para colocação dos implantes, foi totalmente deturpada por alguns ‘colegas’ afim de agaranhar pacientes mais facilmente…
Bio: 

Anelisa Bason Rodrigues, formada em odontologia pela UNIMES em 1997. 

Credenciada pela 3i em Implantodontia em 1998, na APCD/Santos.
Cursos de extensão universitária: 
2002 – FUNDECTO-USP : Cirurgia Avançada em Implantodontia

2002 – FUNDECTO-USP : Prótese Sobre Implantes

2005 – SINDIODONTO ABC : Cirurgia Avançada em Implantodontia
Especialização em Implantodontia, na ABO Regional Baixada Santista, concluída em 2008.
Ex-professora Assistente do Curso de Especialização em Implantodontia, na ABO Regional Baixada Santista.

Quando Anelisa não está realizando cirurgias, ela está com as mãos nos teclados do piano. Pois, além de dentista, ela é uma excelente pianista e compositora.
Contato:
Twitter: http://twitter.com/ANEBASON

Olá, leitores do Ortoblog!

Semana passada, o Dr Leo Augusto comentou comigo que, em BH, está “na moda” os ‘Implantes sem Cortes’. Bem, eu, que sou especialista no assunto, achei a nomenclatura dada um pouco equivocada. Primeiramente, porque, para se instalar um implante dentário, precisamos chegar até o osso. E, para chegar ao osso, precisamos atravessar a gengiva, coisa essa, impossível sem, ao menos, um “cortezinho” ou uma perfuração na gengiva, que seja…

Pois bem: fui ao Sto. Google e digitei “Implantes sem Corte” e o que achei foram textos e sites que falavam sobre “Cirurgia Guiada”. Ok, agora já sabemos do que estão falando. E, desculpem-me os colegas que se valem da mídia e de expressões incorretas para atrair leigos: É IMPOSSÍVEL ACESSAR O OSSO SEM, AO MENOS, PERFURAR A GENGIVA.

Todos de acordo?
Então, hoje, falaremos um pouco sobre a Cirurgia Guiada.

E, de maneira sucinta, pois é um assunto extremamente complexo. Tal procedimento trata-se de uma cirurgia que, se comparada à tradicional para instalações de implantes, é minimamente invasiva. Porém, para que isto seja possível, o planejamento deve ser realizado com o maior número de ferramentas possível. Primeiramente, checamos o estado de saúde geral do paciente, que precisa estar OK. Depois, através de tomografia computadorizada digital 3D, é obtido um protótipo da mandíbula ou maxila do paciente, dependendo da área a ser operada.

Cada empresa disponibiliza ou recomenda um tipo de ferramenta para obtenção do protótipo que tem como função trazer o virtual para o real e, através disso simular tanto a cirurgia quanto a prótese do paciente a ser operado, além de possibilitar a confecção e adaptação da férula ou do guia cirúrgico. Também nos valemos da técnica dePlanejamento Reverso, ou seja, a prévia confecção da prótese (ou enceramento diagnóstico) nos guiará para localização e angulação o mais adequada possível de nossos parafusos de titânio.
Algumas fábricas possuem férulas (estruturas de metal) pré-fabricadas – o que exclui alguns pacientes desse tipo de cirurgia, por não terem o arco dentário ideal para essas estruturas – e outras, indicam a férula individualizada, pois esta é mais versátil, por se ajustar ao rebordo do candidato à cirurgia.
Tendo em mãos a férula ou guia-cirúrugica e, normalmente, a prótese semi-confeccionada ou totalmente finalizada, é realizada a cirurgia e no mesmo dia o paciente já desfruta de sua terceira dentição.
Gostaria de deixar claro, em que casos onde não há osso suficiente para a instalação de implantes osseointegráveis, a “Cirurgia Guiada” não é indicada, pois previamente a esta, são necessárias técnicas de ganho ósseo como: enxertos, expansões, ROGs – técnicas estas que necessitam de amplo campo de visualização do leito cirúrgico, sendo necessário, para isso, incisões e descolamento da gengiva.
Outro ponto a ser lembrado é que previsibilidade é sinônimo de planejamento exaustivo e isso inclui: exames com tecnologia de ponta, interação cirúrgico-protética, modelos, guias e, claro, profissionais muitíssimo atualizados. E isso tem um custo diferenciado em relação à tecnicas mais convencionais, o que, em muitos casos, leva pacientes e profissionais a optarem por algo mais econômico e menos futurista.
Para quem se interessar pelo assunto, recomendo a leitura das seguintes páginas:
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