segunda-feira, maio 20, 2013
domingo, maio 12, 2013
quarta-feira, maio 08, 2013
sexta-feira, abril 26, 2013
Sou mal educado e despreparado!
Atualmente, estou convencido que fui muito mal educado e, também,
mal preparado para a vida por meus pais. E sinto que estamos repetindo esses
erros com os membros mais novos da minha família.
Meus pais me prepararam para um mundo que não existe...
Já relatei várias histórias sobre o meu pai. Realmente, meu pai era
uma pessoa a frente do seu tempo. Ele sempre dividiu as tarefas domésticas com
a minha mãe, foi um pai presente na vida dos filhos, severo quando tinha que
ser. Mas, explicava e ouvia antes de tomar as decisões.
Minha mãe é uma pessoa ativa. Sempre batalhou ao lado do marido para
manter a família. Protetora, sem ser parcial. Sabia e sabe mostrar os erros e
estimular os acertos. Nunca foi omissa.
Junto deles, sempre esteve a minha avó materna. Talvez a pessoa mais
experta que conheci em toda a minha vida. Não que ela tenha aquela sabedoria
formal e acadêmica, mas, sim; sabedoria de vida. Nasceu rica, filha e neta de
fazendeiros. E quando a vida sofreu um revés, soube adaptar. Evolui com o tempo.
Mas, então, onde eles erraram?
Fui educado para acreditar nas pessoas, respeitar os mais velhos e,
antes de julgar, saber escutar os dois lados da história. A minha família
sempre usou do diálogo como solução para a maioria dos problemas e me fez
acreditar que essa seria a opção natural e normal.
Eles me ensinaram que eu só teria aquilo que merecesse, e que o
esforço é um método para atingir os nossos objetivos.
Ensinaram para os filhos que os objetos, as ideias e o dinheiro dos
outros são o que realmente são... Ou seja, dos outros! Ainda me ensinaram que
todas as pessoas são iguais e que todas as pessoas têm qualidades e defeitos. E
que eu também os tenho!
Minha família era agregadora. Primos, tios, amigos e funcionários
encontravam ajuda, pouso e respeito. Acho que eles erraram ao me ensinar a ter
tolerância, não nutrir ódios infundados, não guardar rancor e saber que todos erram
e acertam.
Erraram, mesmo sendo uma família católica, em manter os filhos em um
colégio batista. Erraram, porque, assim, nos mostraram que existem religiões,
opiniões e ideias diferentes das nossas, erraram porque não nos ensinaram a
intolerância religiosa, sexual e racial tão em moda atualmente, mas sempre com
um "q" medieval...
Fui educado para um
mundo que não existe ou que se perdeu em algum desvão do tempo...
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SÉRIE ESPECIAL
domingo, março 31, 2013
A Verdadeira Páscoa
Desejo a todos:
Libertação,
Renovação,
Nova vida,
Luz e Abundância!!!
Que o verdadeiro sentido da Páscoa seja constante na vida de todos!
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SÉRIE ESPECIAL
domingo, março 24, 2013
[Tutorial] Como ler um livro
Como
ler um livro
Toda
vez que começo a ler um livro é, em certa medida, uma homenagem ao meu pai, pois
foi ele quem me ensinou a ler um livro. Não estou falando que ele me
alfabetizou, pois quem fez esse serviço foi a linda e loura tia Lídia...
Pois
bem, sentado na sua cadeira preferida, ele me ensinou a ler.
Foi
assim:
“Primeiro,
você escolhe um livro.
Olha
bem para capa, para cada detalhe da capa. Tudo que ali está é para lhe contar
uma história... Veja e leia o nome do livro, o nome do autor e a editora. Sente
a capa e a textura. Sinta somente...
Vire
o livro: Veja a lombada e o que está escrito. Olhe a contracapa.
Conheça
bem o livro antes de abri-lo.
Abra
o livro com respeito! Leia as orelhas, todo bom livro tem duas. Leia.
Pare!
Bem devagar sinta o misterioso e perfeito cheiro do livro... Todo livro tem um
cheiro que é só seu, único e exclusivo.
Leia
a ficha do livro, o título original, caso tenha sido traduzido e veja quem
traduziu o livro. Muitos bons autores, também, são tradutores! Você vai se
surpreender.
Leia
a dedicatória com carinho. Leia o epífrase. Geralmente, toda a história do
livro está nesse pequenino texto. Escreva o seu nome, mas o livro não é seu...
Pronto,
agora você pode ler o livro.
Então,
gostou da história? Leia até o final. Sempre saboreando a história, sempre
aprendendo algo novo, sempre se divertindo e se emocionando. Chore, releia,
transcreva o que gostou. Não amasse o livro.
Alguma anotação? Sempre a lápis e suave.
Leitura
é sempre prazer, não é obrigação. Ler é um presente dos deuses.
Não
gostou da história? Feche o livro com o mesmo respeito. Você, ainda, não está
preparado para aquela história. Deixe o tempo passar...”.
Foi
assim que aprendi a ler.
É
assim que faço sempre.
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Dica,
Livro,
QUINTA LITERÁRIA
terça-feira, janeiro 22, 2013
Segunda Opinião: Sobre Acidente, dor e SUPERAÇÃO
A Coluna Segunda Opinião tem o grande orgulho de publicar um texto assinado pelo Dr. Marcelo. Neste texto, ele nos conta a sua história de dor e, principalmente, de grande superação!
Então, leia o texto, inspire-se nele, jogue a sua 'muleta' fora e faça da superação a tônica sua vida!
BIO:
Marcelo Henrique Rattis Amaral formou-se na UNILAVRAS em 2003. Especialista em implantodontia pelo IES, aluno especialização em ortodontia pelo CETRO. Apaixonado por esportes de aventuras, família, profissão e claro, com aquela cerveja junto aos amigos! Trabalho em BH, Carmópolis de Minas e Passa Tempo MG.
Contatos: fone:31-8663-4806 - e-mail: amaralrattis@yahoo.com.br. - Em BH, Av. Brasil 1438 sl. 805 - Funcionários 31-3072-2897
Último ano de faculdade de odontologia, Lavras, maio de 2003.
Aproveitando um feriado, fui visitar minha família em Carmópolis de Minas. Sábado à tarde, aquele sol e resolvi fazer um passeio de moto sem compromisso e sem rumo pelas estradas de terra. Aproximadamente 20 km da cidade, sem cruzar com um veículo sequer, 16:00h, em uma curva à direita, descendo, uma erosão de chuva na estrada e a 40km/h perco o controle da moto e bato no barranco com a moto esmagando minha perna esquerda.
Agachado após o tombo e consciente, começo a fazer um apanhado da situação, mãos ok, dentes, e quando puxo minha perna para cima, fica o pé. Um sangramento intenso e uma fratura exposta na altura da canela esquerda, deixou-me desesperado. Após uns segundos de total desespero, gritos, assobios, me joguei no meio da estrada e aquela história de a vida passar em segundos pela cabeça, aconteceu.
Consciente que seria eu ou eu mesmo a me tirar dali, comecei a tomar atitudes fundamentais para prosseguir. Num ímpeto de desespero, me levantei só com a perna direita. Levantei a moto, subi e com um braço segurava a perna quebrada, com a outra eu tentava pilotar a moto que estava em uma descida. A moto não funcionava, pois o câmbio é do lado esquerdo e não conseguia mudar a marcha. No fim da descida, havia uma porteira. Parei e me joguei no chão, sempre protegendo a perna. Comecei a gritar e alguns minutos depois chegou um rapaz a cavalo, veio ao ouvir de longe os gritos. Nesse intervalo, coloquei minha perna na posição anatômica e fiz um torniquete com a camisa. O torniquete era conscientemente afrouxado de tempo em tempo para circulação sanguínea. O rapaz a cavalo se encarregou de buscar um fusca que tinha na fazenda vizinha, cujo motorista, um rapaz de uns 15 anos era o responsável. Algum tempo depois chega o carro, eu mesmo programei para que ninguém encostasse na perna e não fizesse nenhum movimento brusco. A dor era fora do normal, sensação de desmaio de 5 em 5 minutos que eu controlava respirando fundo. A visão ia sumindo e eu me esforcei muito para ficar ligado o tempo todo. Uns três homens me levantaram e me colocaram no banco traseiro do fusca enquanto eu mantinha a perna no nível adequado.
O destino era o hospital de Cláudio, uma cidade que estava a uns 10 km dali. Chegando ao hospital, sábado, um médico milagrosamente estava de plantão. Vieram umas enfermeiras com uma caixa de soro para lavar o ferimento, fundamental para evitar uma infecção no futuro e uma cadeira de rodas para me tirar do carro. Recusei-me a sair pois eu precisava de uma maca. A cadeira não era adequada para a perna dependurada... A dor prefiro não comentar. Chorava igual a uma criança.
Iniciou-se todo processo de transporte para BH, levando-me para o hospital João XXIII. Liguei para meus pais em Carmópolis e os confortei o máximo dizendo que estava tudo ok, que só tinha quebrado a perna e que me sentiria mais tranquilo indo para BH.
Pura mentira, a coisa estava feia!
Fui de ambulância até o trevo da 381 onde encontrei meus pais. A viagem foi inesquecível! Fui mordendo aquelas cortinas nojentas da ambulância por 100Km. Enfim, cheguei a BH, por volta de 21h, com fome, boca completamente seca pois não podia beber nem comer nada. Perda de consciência, dor, sangramento intenso. Tenho uma tia que era responsável pelo bloco cirúrgico no João XXIII, situação que facilitou 100% minha vida. Cheguei e já estava todo mundo me esperando. À tia Silvana minha eterna gratidão. Às 22h, após traumáticos exames de imagem, uma médica enfim me anestesiou e cheguei ao paraíso.
Resumindo, três dias hospitalizado, perdi dois dias de aula. Meus amigos viajaram para a Gnatus em Ribeirão Preto na segunda, terça e quarta. Perdi aula quinta e sexta. Na outra segunda, às sete da manhã estava eu operando um paciente na clínica de cirurgia com minha perna para cima e o tylex do lado. Cheguei de cadeira de rodas, que me serviu um bom tempo. Meus pais insistiam que eu trancasse o curso no ano. Segui firme, não perdi um dia de aula, era voluntário da bebê clínica, passei na prova para monitor de cirurgia, passei no teste para acompanhar a especialização em implantodontia, fazia um curso de cirurgia a parte da graduação nas sextas a noite e sábado pela manhã de 15 em 15 dias. Não perdi nem um dia de aula, de festa, de compromisso. Não usei a fratura de desculpa para nada na minha vida. Ela não me impediu nem me impede de nada. Participei de tudo, com muita luta e com total apoio dos meus amigos e minha família, os quais tenho uma dívida eterna. Sem eles, de fato não seria possível. Eles deixaram mais fácil, mais leve e doce. Alguns amigos em particular foram tais como pais, fizeram tudo de coração. Tenho certeza.
Um adendo às inúmeras visitas ao hospital, três vezes por semana, para colocarem uma “pinça mosquito” dentro do ferimento e fazerem uma drenagem na perna, para eliminar pus. A única vez que um amigo entrou para acompanhar, saiu de lá passando mal. Os gritos ecoavam pelo recinto...
Um adendo às inúmeras visitas ao hospital, três vezes por semana, para colocarem uma “pinça mosquito” dentro do ferimento e fazerem uma drenagem na perna, para eliminar pus. A única vez que um amigo entrou para acompanhar, saiu de lá passando mal. Os gritos ecoavam pelo recinto...
Foi uma fratura de tíbia e fíbula. A fíbula, cominutiva com perda de substância. Tenho uma haste intramedular do joelho até o tornozelo, não tenho apoio em fíbula. Em outubro, a haste fraturou e tive que me submeter a uma nova cirurgia, um mês antes da formatura. Cirurgia feita, na minha missa, apostei com amigos professores que entraria andando. Gentis, diziam acreditar nisso. E aconteceu. Meus primeiros novos passos, sem muletas, foram dados entrando na missa ao lado de um grande amigo. Antes de colar grau, comecei a trabalhar em BH, sem precisar financeiramente, e contra a vontade de muitos, mas precisando mostrar para mim mesmo que essa não seria uma desculpa para não fazê-lo.
Hoje, dez anos depois, estou aqui, firme do mesmo jeito, aliás, muito mais firme. Corro, pedalo muito, participo de corridas de aventura na categoria pro com parceiros de responsa. Já participei de provas de 100, 200, 600 Km, remando, correndo e pedalando pela vida. Quando não usamos de desculpas para tudo, somos mais capazes.
Isso eu aprendi!!!
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segunda opinião
segunda-feira, janeiro 14, 2013
[Curiosidade] Tiradentes, Dinheiro e Dinheiro sujo...
A verdade é que o senhor Joaquim José da Silva Xavier é um
figurinha fácil no dinheiro brasileiro. Desde sempre esse senhor deu as caras
nas notas e moedinhas, a sua efígie já teve valores bem variados!
Recentemente, o nosso querido Tiradentes pode ser visto nas
moedas de cinco centavos de real. Ou seja, não anda valendo muita coisa, não... Meio parecido com a profissão do retratado.
Como as atuais moedinhas são recobertas com uma camada de cobre, logo, logo elas ficam pretas e perdem o brilho, porque o cobre oxida. Para manter as suas tiradentezinhas sempre brilhando basta limpá-las com uma mistura de vinagre e sal.
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Curiosidade
terça-feira, dezembro 18, 2012
Segunda Opinião - Não Seja Negligente com os seus Pacientes - by Dr. Carlos Wagner
A última Coluna Segunda Opinião do ano, é um texto-desabafo do nosso amigo Dr. Carlos Wagner. Não poderiamos encerrar o ano de melhor forma!
"Esse texto desabafa um caso sobre como o despreparo de profissionais pode e consegue atrapalhar a condução de um bom trabalho e atrasar os planos e, às vezes, a vida de um ser humano."
Bio:
Dr. Carlos Wagner Daher:
Cirurgião dentista por vocação.
Periodontista por paixão.
Protesista por falta de opção[informação carece de fontes]
Graduado em Odontologia em Dezembro de 1998, pós graduado em periodontia em Junho de 2000 e pós graduado em Prótese em Dez de 2005.
Contato:Twitter: @periocarlos - e-mail: 3536@bol.com.br.
A paciente TAS, hoje com 17 anos, está quase liberada para retomar a ortodontia com outro profissional. Mas quando chegou para mim, em agosto de 2011, estava com aparelho fixo montado, ausência de 32 e 42 e a queixa de que seu tratamento ortodôntico não se desenvolvia com a fluidez esperada.
Sinceramente, ela reclamava que seu dentista a estava enganando, pois seus dentes tinham parado de se movimentar. Somente esta queixa já é motivo suficiente para me deixar com uma família de pulgas atrás da orelha.
Solicitei todos os exames radiográficos da jovem e, para minha surpresa, nosso colega “ortodontista??” me enviou somente uma panorâmica, feita em fevereiro de 2010, aos 14 anos da paciente, sem laudo, complicando um correto diagnóstico.
O exame mostrava uma imagem sugestiva de uma lesão com características císticas, próximo às raízes dos dentes 33 e 34, que merecia no mínimo, na época, uma investigação melhor, antes de iniciar qualquer tipo de abordagem.
Na mesma ocasião, a paciente trouxe com ela outro exame panorâmico, também sem laudo, de outubro de 2010 e, para meu espanto, com aparelho fixo montado e a lesão sem qualquer tipo de abordagem ou tratamento.
Solicitei exame tomográfico, onde constava no laudo as opções de cisto ósseo ou tumor odontogênico ceratocístico.
Os dentes envolvidos estavam “positivos” para o teste de sensibilidade pulpar. Minha opção terapêutica foi de interromper imediatamente o tratamento ortodôntico e acessar cirurgicamente a lesão para sua enucleação.
Explicados os riscos e assinados os devidos documentos, etapa que consumiu um considerável tempo, a jovem e vaidosa paciente ficou com receosa de uma possível parestesia de lábio inferior, medo justificável devido à localização da lesão. A cirurgia foi realizada com o cuidado pré-operatório de fazer, também, teste de sensibilidade pulpar de todos os elementos vizinhos à lesão, todos positivos; cobertura antibiótica de dois gramas de amoxicilina, uma hora antes do procedimento; analgésico e anti-inflamatório não esteroide por três dias.
Pós-operatório bem favorável e sem parestesia. A remoção da sutura foi feita com 15 dias, porém o teste de sensibilidade do elemento 34 deu negativo.
Após 30 dias do procedimento cirúrgico foi realizado novo teste pulpar, que continuava negativo. O endodontista foi consultado e analisou todos os exames sugerindo um novo teste de sensibilidade, após trinta dias.
Em 60 dias, refizemos o teste do elemento 34 e, finalmente, o resultado foi positivo. Todos respiram aliviados, inclusive eu.
Após um ano e três meses da cirurgia, pedimos uma nova panorâmica que mostra sinais de recuperação no local. Entretanto, como ainda há sinais de cortical muito pronunciada, a radiologista sugeriu que em seis meses fosse realizado um novo exame radiológico para liberar a retomada do tratamento ortodôntico.
Como consideração final, por que será que ninguém avisou a esta paciente e sua família desta condição? Precisou chegar ao ponto de os elementos não mais se movimentarem para que uma segunda opinião fosse pensada pela paciente?
Isso, no meu ponto de vista, é radical demais e esta possibilidade sequer precisaria ser cogitada se houvesse seriedade e transparência de todos os profissionais.
Colaboraram com esse artigo:
Silvane Franco - @silvanefranco
Kellen Belmont - @kcbelmont
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segunda opinião
quarta-feira, dezembro 12, 2012
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