BARRA TRANSPALATINA: INDICAÇÕES

A aplicação passiva visa alcançar uma unidade estabilizadora ou de ancoragem com os molares, de maneira a evitar efeitos colaterais durante outros procedimentos da mecânica ortodôntica ou evitar recidiva, mantendo resultados obtidos com mecânicas anteriores.

Os exemplos mais descritos na literatura para as indicações passivas da barra transpalatina, são:

1. aumento de ancoragem posterior na terapia ortodôntica de fechamento de espaços de extrações dentárias. A barra transpalatina passiva limita a rotação mesio-lingual da coroa, que é a responsável por grande parte da perda de ancoragem posterior no fechamento dos espaços das extrações;

2. controle de torque e da rotação dos molares no uso da tração extrabucal. Momentos de rotação disto-lingual são criados nos casos de tração extrabucal e inclinação lingual de coroa (tração cervical) ou vestibular de coroa (tração alta), podendo tais efeitos ser neutralizados com a aplicação passiva da barra transpalatina;

3. controle da rotação durante o uso de braços de alavanca a partir dos molares;

4. estabilização da posição molar durante a mecânica de intrusão dos dentes anteriores. A ativação do arco de intrusão tende a inclinar as coroas dos molares para lingual;

5. manutenção das dimensões transversais após disjunção palatina rápida ou durante o uso de elásticos inter-maxilares. A barra transpalatina mantém também as dimensões transversais nos usos de elástico de classe III.

FONTE:
A APLICABILIDADE DA BARRA TRANSPALATINA NA MECÂNICA ORTODÔNTICA.
Francisca Helena de Carvalho Costa – Brasília, 2010

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