HEMORRAGIAS: O TERROR DOS DENTISTAS NEÓFITOS – SAIBA O QUE FAZER E COMO FAZER

Definição:
hemorragia-bucal-dental-dentaria (1)Hemorragia é o extravasamento abundante e anormal de sangue que ocorre durante ou após a intervenção cirúrgica, o qual não se coagula e a hemostasia natural não ocorre. O extravasamento sanguíneo natural que se segue em qualquer intervenção não é uma hemorragia. Coibir a hemorragia no ato operatório é obra da hemostasia. Os meios naturais de hemostasia empregados pelo organismo logo após a ruptura dos vasos são a contratilidade dos vasos e a coagulabilidade do sangue que formam o coágulo obliterante sobre o foco hemorrágico.

Causas:
As hemorragias são causadas pela ruptura de um vaso.

Classificação das hemorragias:
Causas locais: São geralmente de pouca gravidade e se devem à congestão ou infecção dos tecidos ou as lesões dilacerantes dos mesmos que causam injúrias aos vasos.
Causas gerais: São de maior gravidade, pois ocorrem geralmente após as intervenções cirúrgicas. São produzidas por diáteses hemorrágicas, sendo principalmente por anemia, hemofilia, leucemia, distúrbios hepáticos, etc.
Hemorragias primárias: São as que ocorrem durante ou logo após a intervenção cirúrgica, sendo as mais fáceis de coibir.
Hemorragias secundárias: São as hemorragias que ocorrem horas ou dias após a cirurgia e são as mais graves, pois ocorrem longe do operador, resistem mais às medicações hemostáticas, e nem sempre é fácil tratá-las pelos métodos locais conhecidos. São geralmente por deficiência dos fatores que promovem a coagulação, por certas enfermidades gerais predisponentes (lesões hepáticas) ou por determinantes locais. (Ex. Ruptura ou Absorção de pontos empregados na cirurgia).

Tratamento das hemorragias:

hemofilia2A. Compressão: Comprime-se fortemente o foco hemorrágico, com compressa de gazes esterilizadas, apertando-as com os dedos.

B. Hemostáticos locais absorvíveis: Estes são colocados diretamente na ferida cirúrgica com a finalidade hemostática.
Esponja de fibrina: provém do plasma sanguíneo humano, não é removida, após sua colocação no foco hemorrágico.
Celulose oxidada: é a transformação de celulose em ácido polianidroglicurônico.
Esponja de gelatina absorvível: é encontrada com o nome comercial de Gelfoam.

C. Hemostasia por processos cirúrgicos: temos três tipos de hemostasias para os processos cirúrgicos, que são:
Pinçagem: é realizada com pinças hemostáticas apertando as extremidades dos vasos que sangram.
Ligadura: esta é feita após a pinçagem, passando um fio de sutura ao redor da pinça, faz um primeiro nó e desliza-o pela pinça até a extremidade do vaso; o nó é, então, apertado e terminado e a pinça é retirada.
Sutura: é um dos melhores e mais simples meio de se realizar a hemostasia. Esta promove a hemostasia, protege a ferida cirúrgica e proporciona uma mais rápida cicatrização.

D. Medicação hemostática geral: É um complemento valioso dos métodos locais, em muitos casos, torna-se indispensável. É constituída por medicamentos que atuam na coagulação, ativando ou corrigindo fatores que o promovem, ou por agentes que atuam sobre os vasos, corrigindo possíveis alterações:
Dicione: é a base de estansilato
Transamim: ácido tranexanico Estes atuam na coagulação.
Styptanon: eficaz no combate à fragilidade capilar. Pode ser usado tanto no pré, como no pós-operatório. Pode ser prescrito na via venosa, quando o paciente estiver com o estômago vazio, ou intramuscular quando o paciente estiver com o estômago cheio.

E. Compensação, Transfusão: volume de sangue circulante aproximadamente 6 litros. Nas hemorragias graves, raramente o paciente chega a perder de 1500 a 2000 ml. de sangue. Acima deste volume sanguíneo é considerado fatal. A grande diminuição de sangue circulante provoca uma queda de tensão, resultando uma deficiência circulatória nos tecidos.
A importância da compensação é restabelecer rapidamente o volume normal de massa circulante nas grandes perdas sanguíneas. Pode-se indicar a administração de solução Isotônica ou a Dextrose.
Nas emergências, hoje se emprega largamente as transfusões de plasma sanguíneo, porque pode este ser administrado facilmente em qualquer parte, quer nos hospitais, consultórios, ou na própria residência do paciente.
Após ter passado o período de emergência, pode ser administrada posteriormente, transfusões de sangue total, quando houver necessidade de se restabelecer uma deficiência dos elementos figurados.

VEJA O VÍDEO:

FONTE:
Página do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Odontologia de Barretos

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