Futebol X Odontologia

por Rodrigo Ribeiro

Rodrigo Ribeiro
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A queda para a 2º Divisão do Futebol Brasileiro, ocorrido no domingo, 08/12/2019, com o Cruzeiro Esporte Clube, me levou a refletir e traçar alguns paralelos com a Odontologia atual. 

Assim como o Cruzeiro “caiu” ou no jargão empresarial podemos comparar como “quebrou”, na odontologia não é diferente, quando um dentista fecha seu consultório ou mesmo pensa em desistir da profissão. Isto não é simplesmente um evento isolado, nem tão pouco por não gostar da profissão, sim um Processo que vai se desencadeando ao longo do tempo. Assim, pude verificar 3 pontos em comum: 

1º – Gestão

Da mesma forma que um time não “cai” da noite para um dia, o dentista não fecha seu consultório e/ou desiste também da profissão desta forma. Nos dois casos, isto não é um evento, isso é um processo! No caso do Cruzeiro, alguns fatores da ordem de gestão, foram  se desencadeando e dando sinais ao longo do campeonato. Com o Dentista em seu consultório ou profissão, são erros parecidos, que podem não ser percebidos ou às vezes percebidos, porém não são tomadas atitudes ou ações necessárias para corrigi-los.

Talvez por inércia ou por uma “incompetência inconsciente” (1º estágio do Aprendizado na PNL- Programação Neurolinguística) o Dentista nem sabe que não sabe e vive uma “alegria ignorante” por não saber gerir seu negócio ou ele mesmo. Com isso, cometem-se erros cruciais para a sustentação do seu consultório ou de sua profissão. Colega, você é a sua própria Empresa!

2º – Auto Liderança e Liderança 

  Essas são fundamentais para nortear todas as ações, seja de você mesmo ou da própria equipe e se você tem uma recepcionista colega, já é uma equipe! Vimos claramente um time sem liderança, que passou por 4 técnicos em menos de 4 meses e com todos, aconteceu o mesmo fenômeno destrutivo para qualquer organização, “Quebra de linha de hierarquia” (jogador – técnico – Diretoria) como chamamos na PNL, onde se via jogadores, transpondo a 1ª linha de comando(Técnico) e dando recados diretamente à diretoria, e essa errando crucialmente, também transpondo e dando respostas diretas ao jogador, tirando completamente a autonomia da primeira linha de liderança(técnico), instalando o conflito entre essas linhas hierárquicas.

 No caso da Odontologia e se você tem uma “recepcionista” temos as mesmas linhas hierárquicas (cliente – recepcionistas/gerência – Dentista), onde muitas vezes o dentista reclama da “recepcionista” por ela não ser firme ou tomar as decisões necessárias junto ao cliente, sendo que na maioria das vezes ele mesmo permitiu o cliente transpor essa linha de hierarquia, autorizando decisões que são da alçada dela, que ele mesmo as conferiu e que por sua vez, acaba de destruir completamente essa autonomia. O pior é nem saber que errou  e reclamar que ela não consegue resolver “nada” sozinha. Faltando completamente com sua Autorresponsabilidade! 

3º – Gerenciamento das emoções

    Foi visível, até para os que não entendem de futebol, que os jogadores do Cruzeiro emocionalmente já não estavam bem há várias partidas. Aí fica a pergunta: Como aquela base de jogadores campeões, passou a ter este desempenho tão baixo? Ou se pensarmos na Odontologia, por que o colega que é um excelente profissional “deslancha” na profissão?

A nossa capacidade técnica não é o suficiente para garantir nosso sucesso. Segundo Daniel Goleman, ela só corresponde à 10% do nosso sucesso pessoal e profissional. Fazer o nosso melhor está intimamente ligada às nossas condições emocionais!

E não se iluda achando que não precisa estudar e praticar para aprender sobre Inteligência Emocional. Como aprendemos matemática ou Geografia em uma escola, também existe a necessidade de fazermos cursos, nos informar, estudar, ou seja,  aliar teoria e  pratica como qualquer outro aprendizado.

Precisamos aprender a  nos conhecer e gerenciar nossas emoções. Primeiro, porque se ouve erroneamente, que inteligência emocional é saber controlar suas emoções. Pois saiba que não temos essa condição, emoção não se controla! Aprendemos, na verdade, a gerenciar nossas emoções! Eu sei que sinto raiva, medo, amor, ciúme… Quais são os “gatilhos” que disparam essas emoções em mim? Quando as sinto, quais meus comportamentos? Quais são as consequências desses comportamentos? Os resultados são positivos ou negativos? Preciso mudá-los afim de obter resultados diferentes? 

E que o episódio com o Cruzeiro, sirva-nos para  entender que, quer seja no Futebol, em uma profissão ou na Vida, sempre existirão os “Picos e Vales”, as coisas nunca permanecerão  boas ou ruins pra sempre e o inteligente emocionalmente é aquele que sabe aproveitar da melhor forma esses dois momentos.

Para permanecer mais tempo nos Picos, Seja humilde e agradecido. Valorize e administre seus bons momentos com sabedoria.

   Para sair mais rápido de um Vale, primeiro reconheça que ele terá um fim, Faça o oposto do que fez para estar lá e muito importante,  encare o erro não como um fracasso e sim como um resultado de suas ações, passíveis de correções. Saiba que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional!

E mais! Coloque-se numa condição de Autorresponsável, compreendendo que você é o único responsável pelos resultados que tem obtidos na vida, sejam sucessos ou fracassos. Em um primeiro momento, isso pode parecer cruel. Por outro lado, isso é libertador, quando passa a entender que só você tem a condição de mudar o jogo!  

Rodrigo Ribeiro. 

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